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Joana Fomm - 1977 © Jorge Butsuem

Rio de Janeiro, 14 de setembro de 1940, nasce Joana Maria Fomm. Sua mãe morre vitima de tuberculose quando ainda era menina, aos dois anos. Seu pai também doente, encarrega a cunhada Alice da criação de Joana. A tia a assume como filha e a familia não revela a Joana quem são seus verdadeiros pais, até que a prima rompe o silêncio quando ela tinha 13 anos.

Em 1963, decidida a ser atriz, faz um teste na Tv Rio. No ano seguinte, entra na primeira novela, `O Desconhecido`, de Nelson Rodrigues. A partir de 1964 se dedica ao cinema. Faz filmes importantes, como `Todas as Mulheres do Mundo`, de Ruy Guerra, e `O Homem Nu`, de de Roberto Santos, em 1967 e 1968, respectivamente. Em 1969 volta as novelas em `Um Gosto Amargo de Festa`, de Claudio Cavalcanti, na Tv Tupi.

Joana se casa 5 vezes. Com os atores Francisco Milani, Nelson Xavier e Luis Carlos Moraes, o diretor de cinema Astolfo Araujo e o escritor Ricardo Gouveia, pai de Gabriel, único filho da atriz.

Em 40 anos de carreira, ela contabiliza 33 filmes, 37 novelas e atua na versão´para a televisão de `O Pagador de Promessas`, dirigida por Tizuka Yamazaki em 1988. No entanto, Joana marca sua trajetória como grande intérprete de vilãs após a repercussão de sua performance na trama de Gilberto Braga em 1978.

Irretocável em "Dancin` Days", faz o telespectador odiar Yolanda Pratini, uma colunável que disputa o amor da sobrinha (Marisa, interpretada por Gloria Pires) com a irmã, a ex-presidiária Julia Matos (Sônia Braga). Outra impecavel vilã tambem escrita especialmente para ela pelo mesmo autor, em `Corpo a Corpo` (1984) Joana foi Lucia Gouvêia, mãe de Alice (interpretada pela estreante Luiza Thomé), filha treinada pela mãe a arrumar pretendentes ricos para sustenta-las, ja que nada mais além de um apartamento e muitas dividas restaram apos varios anos de ostentação. Em 1987 faz `Bambole`, de Daniel Más onde vive tia Auta, uma de suas vilãs, digamos, mais carismáticas.

2 anos depois na adaptação de Agnaldo Silva para `Tieta` (1989) de Jorge Amado, ela viria se superar na caracterização da megera Perpétua. Em 1993 também do autor, faz sua ultima grande vilã na Globo, Salustiana Tibiriçá em `Fera Ferida`.

No SBT faz `As Pupilas do Senhor Reitor`. Em 2000 retorna a emissora dos Marinho para `Esplendor`, de Ana Maria Moretzsohn. Em 2003, faz `Agora É Que São Elas` e uma participação em `Kubanacan`. Atualmente participa do projeto 'Metamorphosis' na Tv Record.

Joana Fomm e Fernando Torres em 'Corpo a Corpo' (1984), de Gilbetro Braga



 Escrito por TWA crew member às 19h22
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Zezé Motta - 1978 © Antonio Guerreiro

Aos 12 anos, ela ajudava a mãe, costureira. Aos 16 anos, era empacotadora de remédios em um laboratório farmacêutico. Maria José Motta de Oliveira, nascida em 27 de junho de 1944 na cidade de Campos, RJ, muda-se com a família para a capital do estado aos 2 anos.

Entra para o teatro quando ganha uma bolsa de um mês para estudar no Tablado, escola de Maria Clara Machado. Apaixonada pela arte, Zezé trabalha como vendedora para continuar o curso. Em 1967, se apresenta na peça de formatura e um ator do Teatro Oficina que está na platéia do Tablado a convida para 'Roda Viva', de Chico Buarque, em 1968. Muda-se para São Paulo e atua na polêmica 'Arena Conta Zumbi', dirigida por Augusto Boal.

Sua estréia na televisão também acontece em 1968. Ela faz a empregada Zezé na novela 'Beto Rockfeler'. Somente em 1984 na novela 'Corpo A Corpo' é que tem um papel de destaque na televisão. Na trama de Gilberto Braga, Zezé é Sônia, uma negra de classe média que namora Cláudio (Marcos Paulo), branco e rico. Vítima de preconceito, o casal é pressionado a se separar até que o pai de Cláudio (Hugo Carvana) precisa de uma transfusão de sangue. Quem o socorre é justamente Sônia.

Zezé vira cantora em 1971. No elenco da peça 'A Casa Escrachada', depois do espetáculo, se apresenta na casa noturna balacobaco, em São Paulo. Em 1975, lança o primeiro disco, 'Gerson Conrad e Zezé Motta', bem recebido pela crítica. Grava mais oito albuns em 29 anos no meio musical.

É o cinema que faz dela uma diva. A atriz que participa de 11 produções na TV, tem no currículo 24 bons personagens no cinema. O mais emblemático da carreira de Zezé Motta é o papel-título do longa-metragem 'Xica da Silva' (1976). No filme de Carlos Diegues, a atriz contracena com Walmor Chagas e vive a história verídica da escrava que usa a sedução para dominar seu senhor. É um grande sucesso de crítica e público. A atuação merece o prêmio de melhor atriz no Festival de Cinema de Brasília.

 

Na foto acima:

Zezé Motta e Marcos Paulo em cena da novela 'Corpo a Corpo', ao lado de Ruth de Souza, Clementino Kelé, Romeu Evaristo, Malu Mader e Lauro Corona



 Escrito por TWA crew member às 09h49
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