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Sandra Bréa - 1980 © Nilton Ricardo

A carioca Sandra Bréa Brito, nascida em 11 de maio de 1952, inicia a carreira como modelo aos 13 anos. No fim da década de 60, tenta a sorte no teatro de revista, aconselhada pela amiga Leila Diniz. Em 1968, faz a primeira peça, `Plaza Suite`. No ano seguinte, estréia no cinema em `Um Whisky Antes, Um Cigarro Depois`, de Flávio Tambelini.

Em 1972, casa-se com o empresário Eduardo Espínolla Neto, de quem se separa 3 anos depois. A atriz casaria-se mais duas vezes, com o fotógrafo Antonio Guerreiro (1978), e com o empresário gaúcho Anthur Guarisse (1983).

Contratada da Globo e já famosa, naturalmente migra para os folhetins. Em 1973, Sandra participa da consagradíssima novela `O Bem Amado`. Ao lado de atores do padrão de Paulo Gracindo e Lima Duarte, Sandra interpreta Telma, a filha do prefeito Odorico Paraguaçu, e tem seu nome registrado na histórica trama de Dias Gomes, a primeira produção nacional transmitida em cores na televisão brasileira. O sucesso é tanto que Sandra engata um trabalho em outro, no ritmo alucinante de uma novela por ano.

Entre março e dezembro de 1976 foi convidada a apresentar com o `showman` Luis Carlos Miéle o programa de variedades `Sandra e Miéle`, exibido uma vez por mês, as sextas-feiras, na Rede Globo. Ela se lança na televisão cantando, dançando e atuando em esquetes de humor.

Nas novelas se destaca em `O Pulo Do Gato` (1978), de Bráulio Pedroso, ao lado de Jorge Dória e Pedro Paulo Rangel. Em `Elas Por Elas` (1982), de Cassiano Gabus Mendes, a atriz vive Wanda, irmã mais nova de Mario Fofoca (Luiz Gustavo), uma das sete amigas de colégio que se reencontram 20 anos depois, sendo ela amante de Átila (Mauro Mendonça), então marido de Márcia (Eva Wilma).

Em 1983 ela troca a Globo pela Bandeirantes e estrela a novela `Sabor De Mel`, de Jorge Andrade. Laura é uma viúva rica, misteriosa, que decide criar um concurso: quem decifar um enigma por ela proposto, ganha 20 milhoes (de cruzeiros, na época). Anos mais tarde de volta a Globo, atua em `Bambolê` (1987), de Daniel Más, interpretando a condessa Von Trop, `Pacto de Sangue` (1989) de Sérgio Marques, como Francisca Matoso, e seu ultimo trabalho em novelas completo, `Felicidade` (1991), de Manoel Carlos, como Rosita.

Em 1993, Sandra corajosamente anucia ser portadora do virus hiv, recolhendo-se em seu sitio, em Jacarepaguá, mas não deixa de fazer campanhas educativas sobre a doença. Faz uma ultima participação especial em novelas, no capítulo final de `Zazá` (1997), de Lauro César Muniz, improvisando uma mensagem de apoio contra o preconceito as vitimas da Aids.

Sandra nos deixa em 4 de maio de 2000, 7 dias antes de completar 48 anos.

Três momentos de Sandra:  em 1978 com Pedro Paulo Rangel na novela 'O Pulo do Gato' e no mesmo ano

no filme 'Sede de Amar', de Carlos Reichehnbach. Em 1985 com Tânia Alves e Reginaldo Faria na novela 'TiTiTi'



 Escrito por TWA crew member às 01h26
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Rosamaria Murtinho - 1970 © Abril

A estréia de Rosamaria Murtinho foi clássica: subiu ao palco para substituir uma atriz que adoeceu e não saiu mais. Natural de Belém (PA), a atriz nasceu no dia 24 de outubro de 1935, filha do engenheiro agrônomo carioca Frederico Murtinho Braga, que trabalhava na cidade e se apaixounou por Maria do Carmo Pinheiro. Rosinha, como era carinhosamente chamada, se mudou com os pais para o Rio de Janeiro com 21 dias. Passou a adolescência na zona sul carioca, terminou os estudos nos Estados Unidos e queria ser advogada. Até que seu irmão, diretor do grupo amador Studio 53, precisou de uma atriz substituta.

Pouco depois de completar 18 anos, Rosamaria fez o favor de aceitar. Em 1954, ja era profissional. Juntou-se à companhia de Maria Della Costa e fez uma temporada em Portugal. Na volta, a atriz ingressou na televisão ao participar do programa de teleteatro `Câmera Um`, na Tv Tupi.

Convidada para encenar montagens do TBC em São Paulo, a atriz transferiu-se para a capital paulista. Fez peças importantes, como `Moral e Concordata`, e conheceu o ator Mauro Mendonça. Casaram-se em 1959 e continuam juntos até hoje. A duradoura relação gerou três filhos: Mauro, Rodrigo e João Paulo. Todos atuam no meio artístico.

Em 1961, Rosamaria ganhou prestígio por sua atuação na peça `Os Pequenos Burgueses`, dirigida por José Celso Martinez, no Teatro Oficina. E projeção nacional em 1964, quando, contratada da TV Excelsior, protagonizou a novela `A Moça que Veio de Longe`, de Ivani Ribeiro. Ainda na Excelsior se destacou em sucessos como `A Muralha` (1968) e `Sangue do Meu Sangue` (1969), até ser contratada pela Globo em 1972 para `O Primeiro Amor`, de Walter Negrão.

O status de grande estrela global ela alcançaria em `Pecado Capital (1975), de Janete Clair, com a personagem Eunice, a que `esquece` a mala com o dinheiro de um roubo executado por seu amante dentro de um taxi dirigido pelo motorista Carlão (Francisco Cuoco). Em 1981, o lado cômico de Rosamaria é mostrado em `Jogo da Vida`, de Silvio de Abreu e ela segue por varias novelas com papéis cômicos, como em `Vereda Tropical` (1984) e `Cambalacho` (1986). Seu último personagem na Tv foi a Margot em `Chocolate com Pimenta` (2003).

Fez apenas três filmes ao longo de 50 anos de carreira. No entanto, sua performance no longa-metragem `Primeiro de Abril`, dirigido por Maria Letícia, arrematou um Kikito de Ouro como melhor atriz no Festival de Gramado em 1989.

Rosamaria em 1975 como Eunice, na novela de Janete Clair, 'Pecado Capital'



 Escrito por TWA crew member às 06h27
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Susana Vieira - 1976 © José Antonio

Sônia Maria Vieira Gonçalves nasce em São Paulo, no dia 23 de Agosto de 1942, e se muda com a família - a mãe era diplomata e o pai, militar - para Buenos Aires, na Argentina, com dois anos. Volta ao Brasil aos 15 e ingressa no corpo de Baile do Teatro Municipal de São Paulo. Na época, a Tv Tupi transmitia ao vivo o programa `Concertos Matinais Mercedez-Benz`, exibindo balés, óperas e peças encenadas no Municipal. Assim é descoberta pelo então diretor da emissora Cassiano Gabus Mendes, que a contrata. Adota o nome da irmã, a também atriz Susana Gonçalves.

Em 1966, estoura na primeira novela, `A Pequena Karen`, uma trama infanto-juvenil que se passa em um internato. Karen, interpretada por Susana, sofre os maus tratos da diretora da escola, personagem de Tereza Raquel. A protagonista ganha a empatia do telespectador e chega a gravar, ao mesmo tempo, outra novela, `Almas de Pedra`, um drama de Ivani Ribeiro na TV Excelsior.

Na Globo, sua estreia se dá em `Pigmalião 70` (1970), de Vicente Sesso. Uma novela após a outra e sua grande oportunidade surge ao interpretar a babá Nice em `Anjo Mau` (1976), de Cassiano Gabus Mendes. Vinte e um anos depois , ela faz uma participação especial no último capítulo do remake da novela, desta vez estrelada por Glória Pires, em 1997.

Apesar de ter feito 35 novelas, Susana só interpretou mais 3 vezes a protagonista, além da famosa babá. Foram elas:

a Ana de `A Próxima Vítima` (1995),
a Marta de `Bambolé` (1987),
a Marina de `A Sucessora` (1978),

A impressão é que Susana ja foi personagem principal de várias novelas, isso porque sua especialidade é roubar a cena dos colegas, como fez com a malvada Branca Letícia de Barros Mota em `Por Amor` (1997), de Manoel Carlos, a divertidíssima Rubra Rosa em `Fera Ferida` (1993), de Aguinaldo Silva, a romântica Amanda em `Cambalacho` (1986), de Silvio de Abreu e a amarga Veridiana em `Os Gigantes` (1979), de Lauro César Muniz, rivalizando com Dina Sfat.

Susana também é reverenciada como `rainha dos disc-joqueis cariocas` no inicio dos anos 80. Esse título lhe foi conferido por sua facilidade em viajar ao exterior num periodo em que trabalhou em novelas na Venezuela e no México, por tabela trazendo em sua bagagem lançamentos musicais sob encomenda aos DJ`s das mais badaladas `discos` do Rio de Janeiro, como a famosa Papagaio Disco Club.

Suzana foi casada duas vezes. O primeiro marido é o diretor Régis Cardoso, pai de seu único filho, Rodrigo, que lhe da dois netos, Bruno e Rafael. Entre 1986 e 2003 vive com o empresário Carson Gardeazebal.

Sua quinta protagonista está no ar em `Senhora Do Destino`, de Aguinaldo Silva, onde interpreta a matriarca pernambucana Maria Do Carmo, curiosamente a primeira nordestina em seus 44 anos de carreira, personagem que ela sonhava interpretar ha muito tempo.

Susana em 1976, como a famosa babá Nice em 'Anjo Mau', de Cassiano Gabus Mendes





 Escrito por TWA crew member às 22h12
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Marieta Severo - 1970 © Abril

Carioca do dia 2 de novembro de 1946, Marieta Severo da Costa queria ser professora. Aos 16 anos, a normalista atravessa a rua do colégio e assiste a um ensaio do Tablado, escola de teatro de Maria Clara Machado. Naquele dia, Marieta decide mudar de profissão.

Depois de uma ano no tablado, em 1965 é convidada para participar do filme `Society em Baby Doll`, dirigido por Waldemar Lima e Luis Carlos Maciel, com Yoná Magalhães, Sérgio Britto e Cecil Thiré. Estréia tambem em 1965 a peça `As Feiticeiras de Salém`, texto de Arthur Williams. No ano seguinte grava `O Sheik de Agadir`, da novelista cubana Glória Magadan, na Tv Globo.

Ainda em 1966, conhece Chico Buarque de Holanda. o compositor e cantor vai ao Rio para uma temporada de shows e assiste ao amigo Hugo Carvana, que contacenava com Marieta na peça `Se Correr o Bicho Pega`. Carvana os apresenta e a atriz e o compositor vivem juntos por 31 anos. Marieta tem três filhas, a também atriz Silvia Buarque, Helena e Luiza. Em 1968, estrela o espetáculo `Roda Viva`, de autoria de seu marido e dirigida por José Celso Martinez Corrêa.

Em 1969, grávida da primeira filha, Marieta passa um ano na itália. Chico Buarque faz uma turnê em Cannes, França, e não volta ao Brasil por causa da ditadura militar.

A atriz retorna e, em 1970, faz a novela `E Nós, Aonde Vamos`, também de Glória Magadan, na Tv Tupi. Até 1983, Marieta se retira da televisão e se dedica as filhas, ao teatro e ao cinema. Faz trabalhos importantes como o filme `Bye Bye, Brasil` (1979), de Carlos Diegues. Mais recentemente, em 1995, vive a retomada do cinema nacional interpretando o papel-título de `Carlota Joaquina`, de Carla Camurati.

Marieta volta a TV na novela `Champanhe` (1983), de Cassiano Gabus Mendes. No ano seguinte faz a vilã Catarina em `Vereda Tropical`, de Carlos Lombardi. Desde 2001, a atriz se esmera como a Dona Nenê, da série cômica `A Grande Família`, na qual faz uma brilhante parceria com Marco Nanini. No cinema, mais um grande destaque, Marieta vive Lucinha Araujo em `Cazuza, o Tempo Não Pára`.

Na foto acima, em cena da novela 'Tititi' (1985), de Cassiano Gabus Mendes, da esquerda para a direita:

Adriano Reys, Reginaldo Faria e Marieta Severo (frente), Sandra Bréa e Tânia Alves (atras)

 



 Escrito por TWA crew member às 01h56
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Sônia Braga - 1979 © Antonio Guerreiro

Paranaense de Maringá, Sônia Maria Campos Braga, que nasceu no dia 8 de Junho de 1950, desponta na televisão mas quer ser diva da tela grande. Em 1969, a atriz faz sua primeira participação no cinema. Uma ponta como vítima em `O Bandido da Luz Vermelha`, de Rogerio Sganzerla.

Na TV, estréia no ano seguinte em `Irmãos Coragem`, de Janete Clair. Em 1972, integra o elenco da primeira versão de `Selva de Pedra`. A consagração chega em 1975 com `Gabriela`. Par romântico com Armando Bogus, Sônia conquista o telespectador com o papel-título que Walter George Durst adapta do romance de Jorge Amado. No ano seguinte sua popularidade aumenta quando protagoniza, no cinema, outra adaptação de Amado, `Dona Flor e Seus Dois Maridos`, entre Mauro Mendonça e José Wilker, dirigida por Cacá DIegues. Em 1978, faz o país entrar na onda da discoteca e torcer pelo amor de Julia Matos e Cacá (Antonio Fagundes) em "Dancin` Days", de Gilberto Braga. Com este personagem Sônia vira ícone, lança moda e girias. Em 1980, faz com Tony Ramos `Chega Mais` , de Carlos Eduardo Novaes, e passa a se dedicar mais ao cinema.

A carreira internacional decola com o filme `O Beijo da Mulher Aranha`, de Hector Babenco (1985). No longa-metragem, Sônia interpreta três personagens e contracena com os renomados Raul Julia e William Hurt - vencedor do Oscar de melhor ator pelo papel. No fim da década de 80 ,Sônia se muda para Nova York e passa a trabalhar em produções americanas e a ser vista ao lado de astros, como Robert Redford.

Radicada no mercado americano, a atriz trabalha esporadicamente no Brasil. Em 1995, protagoniza a versão de `Tieta`, que Cacá Diegues adaptou para a película. Em 1999, a pedido do amigo e autor Gilberto Braga, faz uma participação especial na novela `Força de Um Desejo`. Com endereço fixo em terra estrangeira, seu mais recente trabalho em uma produção nacional é o filme `Memórias Póstumas`, de André Klotzel, em 2001.

 



 Escrito por TWA crew member às 12h47
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Joana Fomm - 1977 © Jorge Butsuem

Rio de Janeiro, 14 de setembro de 1940, nasce Joana Maria Fomm. Sua mãe morre vitima de tuberculose quando ainda era menina, aos dois anos. Seu pai também doente, encarrega a cunhada Alice da criação de Joana. A tia a assume como filha e a familia não revela a Joana quem são seus verdadeiros pais, até que a prima rompe o silêncio quando ela tinha 13 anos.

Em 1963, decidida a ser atriz, faz um teste na Tv Rio. No ano seguinte, entra na primeira novela, `O Desconhecido`, de Nelson Rodrigues. A partir de 1964 se dedica ao cinema. Faz filmes importantes, como `Todas as Mulheres do Mundo`, de Ruy Guerra, e `O Homem Nu`, de de Roberto Santos, em 1967 e 1968, respectivamente. Em 1969 volta as novelas em `Um Gosto Amargo de Festa`, de Claudio Cavalcanti, na Tv Tupi.

Joana se casa 5 vezes. Com os atores Francisco Milani, Nelson Xavier e Luis Carlos Moraes, o diretor de cinema Astolfo Araujo e o escritor Ricardo Gouveia, pai de Gabriel, único filho da atriz.

Em 40 anos de carreira, ela contabiliza 33 filmes, 37 novelas e atua na versão´para a televisão de `O Pagador de Promessas`, dirigida por Tizuka Yamazaki em 1988. No entanto, Joana marca sua trajetória como grande intérprete de vilãs após a repercussão de sua performance na trama de Gilberto Braga em 1978.

Irretocável em "Dancin` Days", faz o telespectador odiar Yolanda Pratini, uma colunável que disputa o amor da sobrinha (Marisa, interpretada por Gloria Pires) com a irmã, a ex-presidiária Julia Matos (Sônia Braga). Outra impecavel vilã tambem escrita especialmente para ela pelo mesmo autor, em `Corpo a Corpo` (1984) Joana foi Lucia Gouvêia, mãe de Alice (interpretada pela estreante Luiza Thomé), filha treinada pela mãe a arrumar pretendentes ricos para sustenta-las, ja que nada mais além de um apartamento e muitas dividas restaram apos varios anos de ostentação. Em 1987 faz `Bambole`, de Daniel Más onde vive tia Auta, uma de suas vilãs, digamos, mais carismáticas.

2 anos depois na adaptação de Agnaldo Silva para `Tieta` (1989) de Jorge Amado, ela viria se superar na caracterização da megera Perpétua. Em 1993 também do autor, faz sua ultima grande vilã na Globo, Salustiana Tibiriçá em `Fera Ferida`.

No SBT faz `As Pupilas do Senhor Reitor`. Em 2000 retorna a emissora dos Marinho para `Esplendor`, de Ana Maria Moretzsohn. Em 2003, faz `Agora É Que São Elas` e uma participação em `Kubanacan`. Atualmente participa do projeto 'Metamorphosis' na Tv Record.

Joana Fomm e Fernando Torres em 'Corpo a Corpo' (1984), de Gilbetro Braga



 Escrito por TWA crew member às 19h22
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Zezé Motta - 1978 © Antonio Guerreiro

Aos 12 anos, ela ajudava a mãe, costureira. Aos 16 anos, era empacotadora de remédios em um laboratório farmacêutico. Maria José Motta de Oliveira, nascida em 27 de junho de 1944 na cidade de Campos, RJ, muda-se com a família para a capital do estado aos 2 anos.

Entra para o teatro quando ganha uma bolsa de um mês para estudar no Tablado, escola de Maria Clara Machado. Apaixonada pela arte, Zezé trabalha como vendedora para continuar o curso. Em 1967, se apresenta na peça de formatura e um ator do Teatro Oficina que está na platéia do Tablado a convida para 'Roda Viva', de Chico Buarque, em 1968. Muda-se para São Paulo e atua na polêmica 'Arena Conta Zumbi', dirigida por Augusto Boal.

Sua estréia na televisão também acontece em 1968. Ela faz a empregada Zezé na novela 'Beto Rockfeler'. Somente em 1984 na novela 'Corpo A Corpo' é que tem um papel de destaque na televisão. Na trama de Gilberto Braga, Zezé é Sônia, uma negra de classe média que namora Cláudio (Marcos Paulo), branco e rico. Vítima de preconceito, o casal é pressionado a se separar até que o pai de Cláudio (Hugo Carvana) precisa de uma transfusão de sangue. Quem o socorre é justamente Sônia.

Zezé vira cantora em 1971. No elenco da peça 'A Casa Escrachada', depois do espetáculo, se apresenta na casa noturna balacobaco, em São Paulo. Em 1975, lança o primeiro disco, 'Gerson Conrad e Zezé Motta', bem recebido pela crítica. Grava mais oito albuns em 29 anos no meio musical.

É o cinema que faz dela uma diva. A atriz que participa de 11 produções na TV, tem no currículo 24 bons personagens no cinema. O mais emblemático da carreira de Zezé Motta é o papel-título do longa-metragem 'Xica da Silva' (1976). No filme de Carlos Diegues, a atriz contracena com Walmor Chagas e vive a história verídica da escrava que usa a sedução para dominar seu senhor. É um grande sucesso de crítica e público. A atuação merece o prêmio de melhor atriz no Festival de Cinema de Brasília.

 

Na foto acima:

Zezé Motta e Marcos Paulo em cena da novela 'Corpo a Corpo', ao lado de Ruth de Souza, Clementino Kelé, Romeu Evaristo, Malu Mader e Lauro Corona



 Escrito por TWA crew member às 09h49
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Yoná Magalhães - 1973 © Lucio Marreiro

Sua carreira começa no rádio, em 1953. Paralelamente Yoná Gonçalves Mendes da Costa Magalhães, carioca de 7 de agosto de 1935, faz teatro amador. Dois anos mais tarde, descobre que a TV Tupi selecionava jovens atrizes para a novela `As Professoras`, de J. Silvestre, e ganha seu primeiro papel na televisão. Em 1966, na Globo, protagoniza `Eu Compro Essa Mulher`, novela da cubana Gloria Magadan que projeta a atriz nacionalmente. Durante as gravações se apaixona pelo galã Carlos Alberto, com quem vive até 1971. Ainda em 1966, Yoná emplaca o sucesso `O Sheik de Agadir`, tambem da novelista latina, um dos maiores sucessos da teledramaturgia. Na época, a atriz ja trabalhava com a nata do cinema brasileiro.

Em 1958, faz sua estréia na telona contracenando John Herbert em `Alegria de Viver`, de Watson Macedo. Seis anos depois, atua no clássico do cinema novo `Deus e o Diabo na Terra do Sol`, de Glauber Rocha, ao lado de Othon Bastos e Geraldo Del Rey. Em 1965, filma `Society em Baby-Doll`, de Waldemar Lima e Luis Carlos Maciel. E em 1967 faz o documentario `Opnião Pública`, o primeiro filme do cineasta Arnaldo Jabor.

Na televisão Yoná é cada vez mais presente e conhecida pela versatilidade de suas personagens. Em `Uma Rosa Com Amor` (1972), de Vicente Sesso, compõe Nara, uma vilã milionária. Em 1980 ela é Pepita, uma atriz de teatro rebolado e contracena com Dercy Gonçalves em `Cavalo Amarelo`, de Ivany Ribeiro, um grande sucesso na Tv Bandeirantes. Em 1985 faz a exuberante Matilde, dona da boite `Sexus` em `Roque Santeiro`, de Dias Gomes e Aguinaldo Silva e do mesmo autor faz em 1989 a Tonha de `Tieta`, dona de casa submissa e miserável.

Em 51 anos de carreira, Yoná atua em 35 novelas e nas minisséries `Grande Sertão: Veredas` (1985), romance de Guimarães Rosa adaptado por Walter George Durst, e `Engraçadinha - Seus Amores e Seus Pecados` (1995), obra de Nelson Rodrigues adaptada por Carlos Gerbase. Em 2004, vive Lígia do Amaral em `Um Só Coração`, de Maria Adelaide Amaral e Alcides Nogueira.

 

Yoná e Francisco Cuoco em gravação de 'Fogo Sobre Terra' (1973)

 



 Escrito por TWA crew member às 02h57
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Arlete Salles - 1970 © Abril

Pernambucana de Pau D`Alho, Arlete Salles Lopes nasce no dia 17 de Junho de 1942. Aos 13 anos começa a trabalhar como locutora na Rádio Jornal do Comercio, em Recife. Três anos depois, engravida do namorado, Lúcio Mauro. Pouco depois, o ator decide ir para o Rio de Janeiro com a companhia teatral do ator e diretor Procópio Ferreira. Arlete, que nessa época ja era contratada de uma emissora filiada à Tv Tupi em Pernambuco, larga tudo e vai atras de seu grande amor. Em 1959, nasce o primeiro filho do casal, Alexandre. Dez anos mais tarde, Arlete e Lúcio Mauro tem o caçula da atriz, Gilberto. Em 1977, Arlete se separa. A atriz, que também viveu um tórrido romance com o ator Tony Tornado, hoje tem dois netos, Pedro e Joana - filhos de Alexandre - , e mora com a mãe, Severina e o filho mais novo, no Rio de Janeiro.

Em 1968, a atriz faz sua primeira novela, `Sangue e Areia`, de Janete Clair, na Tv Globo. Mesmo em um papel pequeno, chama atenção e é convidada para novos trabalhos na televisão. Arlete integra com destaque o elenco de produções históricas, como por exemplo `Selva de Pedra` (1972), também de Janete Clair, a revolucionária trama de `O Rebu` (1974), de Braulio Pedroso, e `Água Viva` (1980), de Gilberto Braga. Como a Carmosina, de `Tieta` (1989), novela de Aguinaldo Silva, contracena com José Mayer e recebe elogios da crítica por sua atuação. Em 1998, faz a Tonha da Pamonha, de `Meu Bem Querer`, do mesmo autor, e conquista o país com seu jeito simples e bem humorado.

A atriz tem uma vasta experiência no teatro em seus 49 anos de carreira. Entre as peças nas quais atuou, destaca-se em `Todo Mundo Sabe Que Todo Mundo Sabe` (1995), escrita por Maria Carmem Barbosa e Miguel Falabella. Outro grande sucesso da atriz no palco é `A Partilha` (1990), so mesmo autor, que fica mais de 5 anos em cartaz e excursiona por todo o Brasil.

da esquerda para a direita:

Paulo Goulart, Dina Sfat, Jardel Filho e Arlete Salles em gravação de 'Verão Vermelho'

 

 



 Escrito por TWA crew member às 14h38
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Bruna Lombardi - 1986 © Fernando Pimentel

Filha do cineasta italiano radicado no Brasil Ugo Lombardi, Bruna Patrícia Maria Teresa Romilda Lombardi nasce em São Paulo, em 1º de agosto de 1952. Desde a infância, convive com artistas e profissionais que trabalham com seu pai na companhia Vera Cruz.

Em 1967, começa aparecer como modelo. O rosto perfeito agrada o mercado publicitário e, 10 anos depois, Bruna estréia na televisão na Tv Globo, na novela `Sem Lenço, Sem Documento`, de Mario Prata. Em 1978 na Tv Tupi, faz a doutora Estela, pela qual o índio `Aritana` se apaixona. No papel-título da novela de Ivani Ribeiro, Carlos Alberto Riccelli repete a trama nos bastidores de gravações e, no mesmo ano, se casa com Bruna. Kim, unico filho do casal, nasce 4 anos mais tarde. Bruna e Riccelli estão casados há 26 anos.

A dupla volta atuar na Tv Bandeirantes, na novela `Um Homem Muito Especial` (1981), de Rubens Ewald Filho. Curioso é que, na reta final do trabalho, o casal é demitido pela direção da emissora. Bruna voltaria a Globo na minissérie `Avenida Paulista` (1982) de Daniel Mas e Leilah Assumpção. No ano de 1983, o filho da empregada Luiz Carlos (Fábio Jr), vive uma paixão torrencial pela filha da patroa, Patrícia, que Bruna interpreta em `Louco Amor`, de Gilberto Braga.

Bruna atesta seu talento definitivamente ao encarnar o jagunço Diadorim em uma memorável parceria com Tony Ramos na minissérie `Grande Sertão: Veredas` (1985), uma adaptação de Walter George Durst para o Romance de Guimarães Rosa. Em 1986 volta as minisséries em `Memórias de Um Gigolô`, vivendo um divertido triângulo amoroso com Mariano (Lauro Corona) e Esmeraldo (Ney Latorraca), escrita por Walter George Durst e Marcos Rey. No mesmo ano atua ao lado de Tarcísio Meira na novela `Roda de Fogo`, de Lauro César Muniz.

Em 24 anos, Bruna fez 8 novelas, três minisséries e três filmes. Paralelamente à carreira de atriz, escreve livros, abre uma produtora de vídeo nos Estados Unidos onde por um periodo apresenta um programa de entrevistas. Hoje, vive entre São Paulo e Los Angeles.

 Bruna em 'O Quinto dos Infernos'

 



 Escrito por TWA crew member às 21h59
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Elizabeth Savalla - 1979 © Joel Maia

Aos 13 anos, Elizabeth Savalla Casquel vê no teatro a peça `A Moreninha`, baseada no romance de Joaquim Manuel de Macedo, e decide ser atriz. A paulistana, que nasceu no dia 23 de novembro de 1954, muda-se para o Rio de Janeiro para tentar a sorte na televisão.

Seu primeiro papel é em `Gabriela` (1975), uma adaptação de Walter George Durst para a obra de Jorge Amado. Dirigida por Walter Avancini, Elizabeth faz sucesso imediato ao interpretar Malvina. A partir deste personagem, é escalada para papéis centrais. Em 1977, na novela `O Astro`, de Janete Clair, envolve o telespectador fazendo par com Tony Ramos. O romance de Márcio e Lili faz tanto sucesso que jornais da época noticiam que o capítulo no qual o casal se reencontra, na reta final da novela, supera a audiencia de um jogo da seleção brasileira na Copa de 1978, na Argentina. Em 1979, Elizabeth repete a parceria romântica com Tony Ramos em `Pai Herói`, da mesma autora. Para compor a bailarina Carina, a atriz se sacrifica em um rigoroso regime para chegar até os 48 quilos ideais para a personagem e faz aulas de balé.

Em 1980 empresta sua beleza a Marcela, na novela `Plumas e Paetes`, de Cassiano Gabus Mendes, onde ela arquiva o papel de mocinha por um periodo. Em 1982 ela atua como Sônia na polêmica adaptação de teixeira Filho para o texto de Nelson Rodrigues, em `O Homem Proibido`, ao lado de David Cardoso e Lídia Brondi. Em 1983 vive seu grande momento de destaque como Bruna de `Pão Pão, Beijo Beijo`, rivalizando com a irmã Luísa (Maria Cláudia) pelo amor de Ciro (Claudio Marzo). A dupla Savalla-Marzo viria se reencontrar em `Partido Alto` (1984), de Gloria Perez e Agnaldo Silva.

Em 1985 sua veia cômica seria testada ao lado de Agildo Ribeiro na produção das 18h `De Quina Pra Lua`, de Alcides Nogueira. A manicure Mariazinha faz sucesso. Em 1994 novamente num papel cômico, Elizabeth vive a cozinheira Aldenora em `Quatro Por Quatro`.

Conhece o ator Marcelo Picchi, seu primeiro marido, pouco antes de fazer `Gabriela`. O casal tem quatro filhos - Thiago, Diogo, e os gêmeos Ciro e Tadeu - e ficam juntos 11 anos. Hoje, vive com o produtor teatral Camilo Áttila.

Em 1982, em `Pra Frente Brasil`, filme de Roberto Faria, Elizabeth contracena com Antonio Fagundes. Aos 30 anos retoma a paixão pelo teatro. Em 1996, depois de atuar na novela `Quem é Você?`, passa um tempo fora da televisão. No período, estrela a peça `É!`, de Millôr Fernandes, em cartaz quatro anos excursionando pelo país. Volta a TV, em 2001, na trama das 18h `A Padroeira`. Seu ultimo trabalho de destaque foi a malvada Jezebel em outra produção do horário recém-concluida, `Chocolate com Pimenta`, ambas de Walcyr Carrasco.

 

na foto acima, Marcelo Picchi, Elizabeth Savalla e os gêmeos recém nascidos, Ciro e Tadeu (31/05/1980)

em foto de Junho de 1980, revista Manchete

 



 Escrito por TWA crew member às 09h48
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Nívea Maria - 1972 © J. Ferreira da Silva

 A paulistana Nívea Maria Cândido Graieb nasce no dia 7 de março de 1947. Sempre teve vontade de ser atriz mas o pai, advogado que fazia o gênero linha dura, desaprovava. Nívea chega a prestar vestibular para Direito, mas desiste e decide seguir carreira de atriz.

Em 1962, ganha em um festival da escola o prêmio de melhor atriz infanto-juvenil dado pelos criticos de arte de São Paulo. O diretor de uma agência de publicidade está na platéia e a convida para fazer comerciais. Ela aceita e passa ser reconhecida nas ruas. Em 1964, o diretor Dionísio Azevedo a escala para a novela `A Outra Face de Anita` de Ivani Ribeiro, na Tv Excelsior. A jovem atriz faz tanto sucesso que vira presença constante no video. Ainda em 1964 faz tambem na mesma emissora `Melodia Fatal`, de Nara Navarro. Em 1969 faz `A Cabana do Pai Tomás`, ao lado de Sérgio Cardoso na Globo e `Sangue do Meu Sangue`, de Vicente Sesso. Em 1972 estrela `O Primeiro Amor`, de Walter Negrão, e `Uma Rosa Com Amor`, também de Vicente Sesso.

Em 1975, vive o auge da fama como a Carolina de `A Moreninha`, baseado no romance de Joaquim Manuel Macedo. Mesmo não sendo muito fiel ao romance, a adaptação de Marcos Rey rende à atriz muito prestígio. Dentre os muitos personagens que interpreta, a Rosália de `Dona Xepa`, de 1977, marca a carreira da atriz por ser sua primeira vilã. Acostumada a viver o papel da mocinha, Nívea tem boa resposta do público.

Durante o primeiro casamento com o ator Edson França, teve dois filhos, Viviane e Edson. A caçula Vanessa é filha do diretor Herval Rossano, o segundo marido da atriz. Herval e Nívea viveram juntos por trinta anos até o começo de 2003, quando se separaram. A atriz continua a exibir seu talento para os folhetins, atualmente na trama de Gilberto Braga, `Celebridade`, no ar desde outubro de 2003, interpretando a mãe da protagonista (Malu Mader), Corina.

 Nívea e a irmã, também atriz Glauce Graieb, em 1999

 

 



 Escrito por TWA crew member às 10h12
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Maria Cláudia - 1981 © Paulo Rocha

Maria Cláudia nasceu no dia 9 de outubro de 1949, na cidade do Rio de Janeiro. Seu sonho era ser bailarina classica, porém o destino lhe reservou outra direção. Começou a carreira artística na TV Globo em 1969, na novela `Verão Vermelho`, de Dias Gomes. Seus olhos verde-amendoados e sua voz rouca logo se tornariam familiares do telespectador brasileiro.

Estréia no cinema em 1971 em `Bonga, O Vagabundo`, direção de Victor de Lima, ao lado de Renato Aragão. No ano seguinte Maria Cláudia faz sucesso em `Independência ou Morte`, de Carlos Coimbra. A atriz, que desenvolve carreira também no teatro, atua em 1976 como a personagem Lucia, numa das várias montagem da peça `Vestido de Noiva` do autor Nelson Rodrigues, dirigida por Ziembinski, ao lado de Camila Amado, Carlos Vereza e Norma Bengell.

Em 1973 ela interpreta Gisa em `O Bem Amado`, de Dias Gomes, a primeira novela transmitida totalmente em côres e no mesmo ano emenda com `O Semideus`, de Janete Clair, ali vivendo Estela. `Nina` (1977) escrita por Walter George Durst, ela é Doralda

Em 1978 a atriz ja era presença constante em novelas da TV Globo, e interpreta um de seus papeis de maior destaque, a Shana em `Te Contei?`, de Cassiano Gabus Mendes. Na época, seu penteado foi vastamente copiado por toda moça que queria estar `na moda`. Em 1979 ela é Bibinha em `Feijão Maravilha`, de Bráulio Pedroso, novela estrelada por varios atores da era do cine-chanchada, como Mara Rúbia, Grande Othelo, entre outros. Em 1980 no auge de sua beleza, interpreta Amanda, uma top-model em `Plumas & Paetés`, também de Cassiano Gabus Mendes.

Em 1981 Maria Cláudia é escalada por Walter Hugo Khouri, para `Eros, O Deus do Amor`. No ano de 1983 protagoniza sua ultima novela da década, `Pão Pão, Beijo Beijo`, de Walter Negrão. Ela é Luiza, que disputa com a irmã Bruna (Elisabeth Savalla) o amor de Ciro (Cláudio Marzo). Durante as gravações, Maria Cláudia começa a ter graves problemas com sua voz, a rouquidão que antes era um charme acentua-se e vira um problema grave. Ao término deste trabalho ela retira-se da carreira artística para um longo tratamento, retornando somente na novela `Deus Nos Acuda` (1992) de Silvio de Abreu, onde interpreta Kelly.

Estando mais de 10 anos longe do vídeo, Maria Cláudia participou de algumas peças de teatro. A atriz possui cerca de 15 novelas, em papel de destaque ou como protagonista. 

acima, da esquerda para a direita:

José Lewgoy, Clarisse Piovesan, Maria Cláudia, Marcelo Picchi, Mario Cardoso

Stepan Nercessian e Lucélia Santos (ao fundo), gravação da novela 'Feijão Maravilha' (1979) de Bráulio Pedroso


 



 Escrito por TWA crew às 15h55
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Lidia Brondi - 1979 © José Antonio

No dia 29 de outubro de 1960, nasce em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, Lídia Brondi Resende. Aos 9 anos, se muda para o Rio de Janeiro, onde seu pai, o pastor Jonas Resende, vai trabalhar. Em 1975, Lídia ingressa na televisão no seriado `Márcia e Seus Problemas`, do qual era protagonista. Chama atenção do diretor Walter Avancini que a convida para integrar o elenco da novela `O Grito` de Dias Gomes, ao lado de atores consagrados como Walmor Chagas, Glória Menezes e Yoná Magalhães. Três anos depois, faz parceria com Lauro Corona na novela `Dancin´ Days`, de Gilberto Braga, e consagra-se musa.

A Partir daí, Lídia vira referência de moda e comportamento. Quando aparece numa novela, seu corte de cabelo e figurino são copiados nas ruas. Em `Vale Tudo` (1988), por exemplo, vira moda o cabelo tingido de vermelho com franja reta usado pela jornalista Solange, sua personagem. Na histórica trama, também de Gilberto Braga, Solange assume a `produção independente` - que até hoje significa ter um filho sozinha - e esconde a identidade do pai da criança. No fim da novela, ela revela que a paternidade de seu filho é de Afonso, vivido por Cássio Gabus Mendes, que vira marido da atriz também na realidade em 1990. Os dois vivem juntos até hoje.

Lídia ja havia sido casada. No auge do sucesso, em 1982, a atriz casa-se com o diretor de televisão Ricardo Waddington. Em 1985, nasce sua unica filha Isadora. Em 1987 o casal separa-se.

No cinema, Lídia atua em 3 filmes. Dois deles baseados em obras de Nelson Rodrigues: `Perdoa-me por me Taires` (1980) de Braz Chediak e `O Beijo no Asfalto` (1981) de Bruno Barreto. Em 1987 faz `radio Pirata` de Lael Rodrigues.

Sua ultima aparição na TV é na novela `Meu Bem, Meu Mal` (1991) de seu sogro Cassiano Gabus Mendes. Depois Lídia Brondi abandona a carreira artística.

acima, da esquerda para a direita:

Kito Junqueira, Christiane Torloni, Tony Ramos e Lídia Brondi em anuncio do jeans US TOP, 1978.

Lauro Corona e Lídia Brondi em ''Dancin' Days'' (1978)



 Escrito por postado por TWA crew às 00h04
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